Náutico perde e iguala jejum de 98, ano em que caiu à Série C

No futebol, existe uma regra popular de que o torcedor não pode comemorar uma vitória antes do apito final. Para os alvirrubros, porém, o ditado deveria indicar que é desaconselhável vibrar antes mesmo do intervalo. A derrota por 2×1 para o Boa Esporte, neste sábado (17), em Varginha, pela Série B do Campeonato Brasileiro, foi construída nos últimos cinco minutos do primeiro tempo – os pernambucanos saíram na frente do placar. O apagão custou caro ao Timbu. Já são oito jogos sem vencer na competição, igualando o jejum de 1998, ano em que o time foi rebaixado à Série C. O técnico Beto Campos vai precisar de um milagre para salvar o Alvirrubro em 2017.

Diferente das últimas partidas, em que priorizou um esquema com três atacantes, o Náutico voltou ao 4-4-2. A novidade foi a saída de Gerônimo na frente para a entrada do volante João Ananias. Com muita lentidão nos dois lados, a partida era nivelada por baixo. Dificilmente as equipe conseguiam trocar mais de três passes no meio sem que a bola caísse no pé do adversário. O jeito foi apelar para os cruzamentos. Os mineiros chegaram perto de abrir o placar por duas vezes. Primeiro, Diones acertou o travessão. Depois foi a vez de Vinícius, do Timbu, quase marcar gol contra em cabeçada que bateu na trave. Quem não fez, levou. Giovanni cobrou escanteio e Aislan subiu lá no alto para colocar os pernambucanos na vantagem em Varginha.

Com mais posse de bola após o gol, o Boa Esporte cresceu no jogo. A pressão deu resultado aos 42 minutos. O lance começou com um corte atrapalhado de Joazi. Na sequência, Tiago Cardoso fez grande defesa em chute na cara do gol. No rebote, porém, o camisa 1 derrubou Douglas na área. Pênalti cobrado e convertido por Fellipe Mateus. Levar o empate para o intervalo já era uma boa notícia para o Boa, mas os mandantes foram além. Dois minutos depois, Rodolfo acertou um chute espetacular na entrada da área, no ângulo, virando o marcador.

Logo nos primeiros minutos do segundo tempo, o Náutico saiu do 4-4-2 e se reorganizou no 4-3-3, com a entrada de Iago na vaga de Renan Paulino. Mais velocidade, mesma quantidade nos erros de passe. Visivelmente nervoso, o Timbu ainda sentia o baque da virada e não conseguia encaixar as jogadas pelas pontas com Erick. O Boa não precisa nem fazer força para encontrar espaço para os contra-ataques.

O “tudo ou nada” do Náutico começou a partir dos 23 minutos, com Gilmar entrando no lugar de João Ananias. Jeanderson chegou perto de iniciar uma reação, mas o chute da entrada da área foi defendido por Daniel. Mesmo precisando da vitória, o time visitante ficou mais próximo de sofrer o terceiro gol do que de empatar. Sob os olhares o novo técnico Beto Campos, o Náutico perdeu e segue na lanterna da Série B, sendo o único representante da competição que ainda não venceu. A má fase não tem fim.

 

Fonte: Folhape