Diretor de teatro Antonio Cadengue morre aos 64 anos, no Recife

Diretor faleceu nesta quarta-feira (1º), em um hospital na capital pernambucana.

Morreu nesta quarta-feira (1º), aos 64 anos, o diretor pernambucano de teatro Antonio Cadengue. Ele estava internado no Hospital Hapvida no Derby, no Centro do Recife, depois de ter sofrido uma queda no domingo (29), na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Grande Recife.

Segundo o ex-aluno e amigo de Cadengue, Igor de Almeida, o diretor retornou ao Recife se queixando de dores e, por isso, foi internado no mesmo dia na unidade de saúde. O laudo definitivo com a causa da morte ainda não foi divulgado.

A reportagem entrou em contato com o hospital em que Cadengue estava internado e aguarda retorno. O velório está previsto para a manhã de quinta-feira (2).

Trajetória

Nascido em 1954 em Lajedo, no Agreste de Pernambuco, Antonio Cadengue teve o primeiro contato com o teatro através de uma tia e de uma prima, que integravam um grupo amador no município.

Anos depois, ao estudar psicologia, a preparação de uma peça para os alunos da Academia Santa Gertrudes foi o que lhe concedeu uma bolsa de estudos numa faculdade particular do Recife e lhe permitiu uma aproximação maior com o teatro.

Entre as peças recentemente dirigidas por Cadengue estão “Dorotéia”, de Nelson Rodrigues, e “Puro Lixo, o Espetáculo Mais Vibrante da Cidade”, de Luís Augusto Reis.

Cadengue foi ainda professor concursado de direção teatral do Departamento de Teoria da Arte e Expressão Artística, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde trabalhou até se aposentar. Lá, dirigiu o curso de formação do ator, de 1986 a 1988, e realizando montagens que transformaram a condução pedagógica da formação de intérpretes no Recife.

Edição: Robson Ouro Preto