Carente de esperança: Jamais!

Uma cena de um filme me chamou a atenção, era a de uma mãe diante do médico que lhe dizia não poder fazer mais nada pelo seu filho muito doente do coração. A mãe olhou profundamente para o médico e falou que do lugar de onde veio com o filho seu povo era carente de comida e de direitos, por isso o médico não podia deixar que ela saísse do hospital carente também de esperança.

Naquele instante aquela mulher representou para mim o nosso litoral que está sofrendo com esse desastre ecológico, como também os seres humanos vítimas de tantas guerras e conflitos espalhados pelo mundo e dos injustiçados por uma sociedade desigual de direitos e oportunidades. No meio dessa minha comparação, pego uma revista e vejo como sempre mais uma matéria sobre mulheres agredidas e ainda leio que no Brasil é registrado um caso de agressão à mulher a cada quatro minutos. Um absurdo!

Aí me vem outra reflexão, que mesmo tendo sido criado neste mês de outubro o “Dia Nacional de luta contra Violência à mulher”, não paramos de ler ou assistir notícias mostrando algum um tipo de violência contra o mundo feminino. Especialistas e estudos mostram que ainda há um longo caminho a ser percorrido na busca pela equidade. Os impactos vão além da questão da segurança e revelam obstáculos em setores como saúde, economia, política e educação. Um estudo publicado em agosto desse ano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que a violência doméstica atinge 52,2% das mulheres que compõem a população economicamente ativa e 24,9% das que não fazem parte desse grupo.

Meus caros leitores, tomara que aquele médico do filme com decisões e atitudes possa impedir daquela mãe deixar o hospital com a carência de esperança, pois ainda é alimentando esse sentimento que acordamos diariamente com o sonho de um mundo mais igual e justo.
Esperança- confiança de que algo bom acontecerá…É isso aí!

Dany Amorim- Jornalista, Coach e sócia da Espalha Comunicação