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Coluna Do Investidor

Aluguel de Ações: como funciona?

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Publicado

em

Melissa Belmiro

Você sabia que é possível alugar ações e receber uma remuneração extra por isso? 

 Se ainda não conhece esse tipo de operação, leia até o final, que vou compartilhar todos os detalhes. 

 Talvez você já tenha ouvido falar na nova cultura do compartilhamento. Através dela, deixamos de consumir alguns bens e passamos a compartilhar o seu uso com outras pessoas. 

 Com isso, é possível eliminar os custos da propriedade e, mesmo assim, permanecer usufruindo do bem, pagando apenas pelo que for utilizar.  

 As pessoas alugam diversos equipamentos, carros e outros meios de transporte, casas e até mesmo ações. 

 Então como funciona o aluguel de ações? 

 Se fizermos uma analogia com um imóvel, ficará simples de entender.  

 Imagine que você adquiriu um imóvel que deseja vender por um preço mais elevado que o preço da compra. No entanto, ainda está esperando pela valorização e não quer perder o fluxo de renda que o imóvel pode gerar.  

 Então você anuncia este imóvel para alugar, certo? 

O mesmo ocorre com as ações.  

 O aluguel permite que você empreste os seus papéis em troca de uma taxa. Você decide quanto quer receber pelo aluguel, desde que um preço “justo” e por qual período o ativo ficará alugado.  

 Alugar ações é viável para os investidores fundamentalistas, que não pretendem se desfazer do ativo no curto prazo. Já quem toma o empréstimo está buscando lucro em operações de curto prazo, se beneficiando com as oscilações do mercado. 

 A operação é composta por duas partes: doador, proprietário dos papéis, e tomador, aquele que adquire o empréstimo. 

 O acordo deve ter uma remuneração, garantia e prazo.  

 Esta é a lista dos ativos que podem ser alugados: 

 ·         Ações; 

·         Units (ações compostas por ordinárias e preferenciais); 

·         ETFs (Exchange Traded Funds); 

·         BDRs (Brazilian Depositary Receipts). 

 A B3 atua como administradora do serviço e é a contraparte central de todas as operações com o intuito de trazer mais segurança a todos os envolvidos. 

 Aluguel de Ações na prática 

 O doador interessado na operação precisa informar a sua corretora o interesse em alugar os papéis, e também a definição da quantidade, remuneração e prazo pretendido. 

 Já o tomador precisa ter uma garantia prévia exigida pela corretora. Essa garantia pode ser composta por ativos como, títulos do Tesouro, CDBs, LCIs e até mesmo ações. 

 O intuito dessa garantia é garantir que o tomador tenha capital para cobrir a liquidação na data do vencimento do contrato. Depois do depósito do valor, já é possível alugar as ações. 

 A partir deste ponto, a corretora é a mediadora e irá ligar as duas partes do acordo. 

 Quando a operação é efetivada, ocorre a transferência das ações do doador para o tomador até o prazo estipulado. 

 O doador permanece detentor de todos os direitos das ações, como dividendos, por exemplo. Porém, estará alugando a possibilidade de fazer uma operação de curto prazo com as suas ações. 

 Vantagens para quem aluga as ações 

 ·         Rentabilidade sem se desfazer das ações; 

·         O doador recebe os juros e dividendos do aluguel da ação; 

·         Negociação de baixo risco para o doador; 

·         Não existem custos para o doador; 

 Risco do Aluguel de Ações 

 O risco de que o tomador não pague ou devolva as ações é acobertado pela contraparte.  

 Neste caso, o risco da operação para o doador é baixo, pois ocorre a liquidação financeira da operação. 

 Custos e IR 

 Para o doador, não há custos diretos na operação. 

 Para o tomador, existem as seguintes cobranças:  

 ·         Taxa de registro da Bovespa (0,25% ao ano sobre o valor total negociado); 

·         Custo variável cobrado pela instituição financeira mediadora; 

·         Taxa de corretagem; 

·         Emolumentos. 

 Na liquidação da operação, haverá cobrança do Imposto de Renda (IR). A alíquota repassada para o doador é a mesma da renda fixa e incide sobre os aluguéis recebidos. 

 Acompanhe a tabela abaixo: 

 Prazo                       Alíquota (%) 

 Até 180 dias                 22,5 

De 181 a 360 dias     20,0 

De 361 a 720 dias     17,5 

Acima de 720 dias     15,0 

 Tabela da alíquota do IR sobre os aluguéis  

Fonte: Receita Federal 

Espero ter esclarecido as principais dúvidas acerca do aluguel de ações. Se considera esta opção, converse com seu assessor ou consultor de investimentos. 

 Até a próxima semana. 

 Forte abraço, 

Melissa Belmiro 

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