Em alta ou em baixa? Confira desempenho dos 15 reforços do Sport no ano

Com Wesley, que aportou por aqui recentemente, clube chegou à marca de 15 contratações, em 2017; alguns são importantes, outros nem tanto e há os que já deixaram a equipe

Sport fez 15 contratações na temporada. Entre acertos e erros, houve jogadores que se tornaram peças fundamentais enquantro outros decepcionaram. Um deles, Paulo Henrique, já foi embora. Confira, abaixo, a avaliação de cada um.

Artilheiro do Sport no ano e titular absoluto. André superou um início muito ruim, em que perdeu três pênaltis seguidos e chegou a passar 11 jogos sem marcar, para se consolidar no time rubro-negro e lembrar o atacante que fez sucesso em 2015, no clube. Não sem cobrança: foi o maior investimento da história do Leão. Custou mais de R$ 5 milhões. Tem 19 gols em 48 jogos.

 
O Sport passou muito tempo à procura de um parceiro para Rithely. Achou em Patrick. O jogador veio do Goiás, encaixou-se de imediato e foi importante na ascensão rubro-negra na Série A. É o maior ladrão de bolas da competição.
O chileno Mena vive um de seus melhores momentos no futebol brasileiro. Apesar da concorrência de Sander, tem um lugar cativo na equipe – porque dá sustentação defensiva e mostra um até então inexplorado poderio ofensivo.
Sander chegou com desconfiança. Veio do desconhecido Cruzeiro-RS e inspirava poucas lembranças no torcedor. Ou nenhuma, para ser mais preciso. Mas, com trabalho, o jogador encontrou espaço. Não é titular, mas virou uma sólida opção para as frequentes ausências de Mena,habitué da Seleção Chilena.
O caso de Raul Prata é quase igual ao de Sander. Só muda o lado do campo. Como o canhoto, Prata chegou ao Sport de uma equipe menor (Luverdense) e para ser reserva. Ele cumpre tal papel com correção. Não brilha e não compromete ao ser acionado no lugar de Samuel Xavier.
Não dá para dizer que é um sucesso absoluto, sobretudo por conta de algumas lesões, mas Osvaldo foi importante em várias ocasiões para o Sport. Rápido e habilidoso, é um desafogo pelas pontas do setor de ataque. Marcou três gols na Série A. O que, convenhamos, não é tanto. Mas foram gols decisivos: os que abriram o placar no 2 a 0, contra o Flamengo, e no 2 a 2, contra o Atlético-MG, mais o da vitória por 1 a 0, sobre o Santos.

Marquinhos não decolou no Sport. E isso quase foi uma sentença definitva. O jogador foi negociado com a Chapecoense e com o Coritiba, mas os negócios não se concretizaram. A saída, para o Leão, foi reintegrá-lo ao grupo e torcer que o jogador concretize o que se esperava dele quando foi contratado, no início do ano. Fez 14 jogos e não marcou gol.

 
Outro que estava acertado com a Chapecoense, chegou a tirar fotos na Arena Condá, mas, de última hora, voltou ao Sport. Neste caso, não por problemas burocráticos, como Marquinhos. Mas por razões clínicas: ele rompeu os ligamentos do joelho e teve de ser operado. Só volta a atuar em 2018 – seu contrato é até o meio do ano que vem. Marcou quatro gols nas 21 partidas.
Como não jogou, poderia estar entre os que ficam no meio termo. Mas entra no “em baixa” porque, mesmo sem atuar, demonstrou uma fragilidade que tinha desde a época de Santa Cruz: as lesões musculares. Ainda pode mudar o status quando entrar em campo, mas, para isso, precisa – de fato – jogar.
Rodrigo não engrenou no Sport. Ao menos ainda. Começou o ano com moral, mas virou reserva com Ney Franco. Após a chegada de Luxemburgo, teve chances e aumentou o nível – mas, atualmente, está lá atrás na fila de volantes. Três, certamente, estão à frente: Patrick, Rithely e Anselmo. O garoto Thallyson também entra com mais frequência no time.
Entre as frustrações, Paulo Henrique foi a mais breve. Chegou no começo do ano e, no meio dele, foi embora. O contrato era até o fim de maio – quando o Leão faria uma avaliação sobre seu desempenho. Se fosse positivo, renovaria. Caso contrário, a história do atacante no clube acabaria. Com dois gols em 11 jogos, não conveceu a diretoria de que deveria permanecer. Hoje, está no futebol turco (no Akhisar).

O volante Anselmo poderia estar no grupo “em alta”. Não está porque o bom início no clube foi interrompido por uma lesão que o tirou dos gramados por dois meses. Quando voltou, Patrick ocupava seu espaço. Hoje, Anselmo é reserva, mas entra com frequência, sobretudo para fortalecer a marcação.

 
O começo de Thomás foi promissor. Fez um bom jogo contra o Avaí, na estreia, marcou contra o Flamengo, no confronto seguinte, com comemoração alusiva ao título de 87. Mas falta regularidade para estar entre os maiores acertos do Sport no ano. Hoje, o meia-atacante é reserva da equipe.
O volante chegou esta semana e não jogou. Aposta de Luxemburgo, com passagens apagadas por São Paulo e Palmeiras, o jogador não pode ser avaliado.
Ocupa quase exatamente o mesmo espaço que Neris deveria ocupar nesta análise. Como seu colega de posição, Igor contribuiu pouco com o Sport. Só entrou em um jogo: contra a Ponte Preta, na estreia da Série A, quando o então técnico Ney Franco poupou boa parte dos titulares. Ao contrário de Neris, foi por opção dos treinadores. Ele está 100% fisicamente.
fonte:ge