Brasil continua sem querer votar

Nas Eleições 2018, o Brasil continuou mostrando que não quer “votar”. Isso significa que os votos brancos, nulos e abstenções foram maiores do que nas eleições anteriores.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral indicavam – às 0h30 da segunda-feira (8) – que com 99% das urnas apuradas, mais de 40 milhões de pessoas ou não compareceram às urnas ou anularam o voto ou votaram em branco no país. Em 2014, o número foi de 38,78 milhões. A diferença era de mais de 1,4 milhão de pessoas, ainda sem o fechamento das urnas.

Na verdade, eu esperava que o percentual de votos brancos, nulos e de abstenções fosse muito maior, diante de uma eleição tão atípica, diferente e confusa devido a vários motivos, dentre eles: a confusão ideológica, a descrença nas instituições, um Congresso pessimamente avaliado (pelos eleitores) e os desdobramentos da Lava Jato. E a tendência é crescer no segundo turno. O motivo: o candidato não eleito de um eleitor pode fazê-lo não ir às urnas – e os que forem geralmente vão com a ideia de votar em algum candidato.

Entre os estados, Pernambuco registrou o maior percentual de votos brancos e nulos nas eleições presidenciais, com 667 mil votos, ou 12,4% do total. A menor parcela foi de Roraima, onde 10,3 mil pessoas invalidaram os votos, o equivalente a apenas 3,6% do total.

Bom pessoal, o segundo turno vem aí, e mesmo com o descrédito e a desesperança em relação a política tomando conta da nação, acredito que a abstenção não se traduz só em perda de direitos. Significa, também, a demissão de uma escolha que é “essencial para todos” e a redução de legitimidade para depois “criticar as políticas públicas”. Vamos votar gente, na esperança da tentativa de escolhermos ainda o representante que enfrente este sistema tão corrupto, pois na democracia o voto é a voz do povo. Precisamos continuar lutando. É isso…