A culpa é da genética?

O número de obesos pela primeira vez superou o número da população que passa fome! Esses dados preliminares foram divulgados em um relatório pela Organização da Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Porém, mesmo com cada vez mais pessoas sedentárias e se alimentando de forma desequilibrada, muitos tendem a dizer que a causa do seu excesso de peso é devido a genética. Será?
É fato que os nossos genes podem sim contribuir para o desenvolvimento da obesidade.
Alguns “defeitos genéticos” como por exemplo mutações no gene da leptina (hormônio que regula o apetite), no receptor da melanocortina-4 (a ativação dessa proteína também se relaciona com o apetite) e nos genes ADR2 e 3, UCP1, UCP3 (esses já são relacionados com o controle do gasto energético e a regulação termogênica) podem ocasionar alterações que dificultem o processo de emagrecimento, facilitem o ganho de peso, e consequentemente a obesidade.
Porém segundo a FAO, o aumento da obesidade está vinculado as mudanças ocorridas na alimentação e hábitos da população por consequência da urbanização, como por exemplo o consumo excessivo de fast-foods. O importante de entender isso é pra colocar de uma vez por
todas na sua cabecinha que por mais que a genética possa ter o seu papel na redução ou ganho de peso, o fator fundamental para uma vida mais saudável é a adesão aos hábitos saudáveis, sem deixa de respeitar as particularidades de cada pessoa, incluindo suas preferências, crenças e obviamente seus genes.
Outro ponto importante é que o processo de adesão a esses hábitos, como por exemplo consumo de vegetais, boa hidratação e controle do estresse, não devem ser vistos apenas como um planejamento de perca de peso, pois terão pessoas, que até pela condição genética como supracitado, podem não responder tão bem quanto outras no quesito redução da gordura corporal e medidas. Vale salientar que o auxílio de profissionais como nutricionistas, personais trainers, psicólogos, endocrinologistas, entre outros são de sua importância para ajudar nesse processo e averiguar cada caso com as suas devidas particularidades.
Nesse sentido, o maior o intuito desse texto não é te desmotivar para que você fique achando que por sua genética dificultar o seu emagrecimento não vale a pena ser saudável.

Pelo contrário, eu quero que você entenda que ter saúde vai muito além de perder peso e se sair das estatísticas da ONU. Se você for uma pessoa que já vem “lutando contra a balança”, eu te convido para analisar o quanto de outros benefícios ter uma vida saudável pode te proporcionar: mais energia, dormir melhor, ajudar na menopausa, fortalecer ossos e músculos, mais apetite sexual, melhoria da memória… São tantos, que perto deles o seu peso perde até o tamanho.